Entenda como funciona a aplicação para varizes.

Varizes: aplicação

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Varizes: aplicação. O que é e como funciona?

 

Aplicação convencional de varizes é o assunto de hoje.

 

Como funciona a aplicação?

 

Muita gente acha que a gente suga a veia com a agulha e não é isso. A gente coloca a agulha dentro do vaso e injeta um líquido que vai irritar a parede do vaso e, irritando essa parede, ele vai ser absorvido pelo organismo. Existem vários produtos que podem ser utilizados.

É como se a gente estivesse estragando o vaso e o organismo joga fora tudo o que está estragado. Então ele vai absorver esse vaso, eliminá-lo e, futuramente, formar um novo vaso para suprir a circulação naquele local.

Quando retiramos um vaso em um tratamento de varizes o organismo busca uma circulação alternativa, colateral, para fazer o trabalho daquele vaso que está sendo retirado.

Por isso é importante avaliar quantos vasos são retirados no mesmo local, para não desprover a região toda de circulação, porque apesar do vaso não funcionar bem, ele funciona de alguma forma.

Existe um limite de quantos vasos podem ser retirados, de quanto tratamento pode ser feito numa mesma região sem causar necrose.

 

Quantas aplicações podem ser feitas por dia?

Para responder essa pergunta é necessário, primeiramente, responder uma outra: o que é aplicação? Essa definição pode variar de profissional para profissional.

Normalmente o médico coloca uma quantidade X de produto, quantidade em mililitros, o que equivale a uma sessão. O médico vai calcular, de acordo com o produto utilizado, qual é a dose máxima que pode ser utilizada em um paciente por dia sem causas malefícios à circulação.

 

Existem contraindicações para o tratamento?  

Sim, existem contraindicações e a primeira delas é trombose. As outras são aquelas comuns à maioria dos tratamentos: doenças descompensadas, gestação, um paciente impossibilitado de cuidar do seu tratamento após a aplicação também é uma contraindicação. É necessário que o paciente compreenda os cuidados que ele vai precisar ter após a aplicação.

É interessante explicar que aplicação de varizes deixa roxos. Quanto mais calibroso o vaso tratado, mais roxinha fica a região da aplicação. Quanto mais fininho for o vaso, são mais pontilhados de agulha e menos marcas roxas.

Esses hematomas significam que um vaso foi perfurado e para fazer a aplicação o vaso é perfurado, vaza sangue por baixo da pele e fica aquela marca roxa.

Isso não significa que a aplicação foi bem feita ou mal feita. Significa que houve uma aplicação naquele vaso.

Perdeu o primeiro vídeo? Clique aqui e entenda o que são as varizes e como elas se formam. 

Cuidados após o procedimento

A atenção é voltada para os roxinhos e os vasos que estão sendo agredidos no tratamento. Essa agressão tem que ser controlada.

Normalmente a gente prescreve medicamentos em gel e até via oral para conseguir diminuir essa inflamação, diminuir os danos causados no entorno dos vasos, para evitar que a pele sofra junto com os vasos.

Muita gente acha que esses géis são apenas para os roxos, mas não, eles são para melhora da circulação local e para inibir a tromboflebite, que são pequenos coágulos que se formam no interior do vaso.

Antigamente era quase um protocolo sair de uma aplicação com as faixas, mas ultimamente ela tem sido pouco utilizada.

O que foi se percebendo é que a faixa, mesmo a elástica, tem garroteamentos nas periferias e, além de tudo, ela afrouxava. Era um enfaixamento que não ficava funcional, por ser feio, por impedir muito o movimento, e na maioria das vezes não durar o tempo que fosse necessário durar.

Hoje em dia a gente usa um microporo com pressão sobre cada buraquinho, mantendo o medicamento por mais tempo no local, mantendo uma compressão e é mais agradável para o paciente. Os resultados também são melhores, por ele ficar ali.

 

E os vasinhos?  

Não vale a pena tratar apenas aquele vasinho pequenininho, como muita gente chega no consultório pedindo. Aquele vasinho tem um vaso maior enviando sangue para ele e não dá para resolver o problema sem cortar o que está nutrindo esse problema.

Se eu não remover esse vaso maior, aquele grupo de vasinhos pequenos sempre vai voltar a aparecer.

É importante que o tratamento seja feito até o paciente receber alta do médico, porque o que ele enxerga, na maioria das vezes, não é o que está causando o problema.

É preciso tratar a base do problema para depois tratar aquele grupo de vasinhos.

A disciplina em manter o tratamento até o final é o mais importante, para você não virar escravo de aplicações e não ser aquela pessoa que está sempre no consultório fazendo aplicações, mas cujas pernas nunca ficam limpas. O tratamento não pode ser interrompido e retomado diversas vezes.

O objetivo é deixar suas pernas limpinhas, tirar todos os vasos visíveis, para que você volte para uma manutenção de vez em quando, a cada 6 meses ou a cada 2 anos. Isso vai depender da sua tendência, da sua genética, do seu dia a dia.

Você deve retornar sempre que aparecer um vaso novo. Quanto mais vasos você juntar, mais trabalho vai dar, menos satisfeito você vai ficar e mais dinheiro você vai gastar.

Fazer a manutenção regular vai lhe dar qualidade de vida, você vai ficar com as penas bonitas, não vai ter vergonha de usar roupas mais curtas, e vai gastar muito menos toda vez que voltar.  

No próximo post vamos falar sobre o laser para varizes. Até lá!

O que são as varizes e por que elas aparecem?

Varizes

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Varizes: o que são e por que elas aparecem?

 

Hoje vou começar uma nova série sobre varizes.

Vou tentar abordar os temas mais importantes sobre varizes, começando pela explicação: o que são varizes?

Muitos pacientes chegam para fazer a avaliação falando que não têm varizes e sim vasinhos.

Varizes são veias que não funcionam bem.

E por que isso acontece? Por que ela fica feia na pele ou começa a causar dores nas pernas? Por que a gente tem problemas com a circulação?

 

O sistema circulatório

Vamos relembrar. As veias fazem qual trabalho? Elas pegam o sangue e levam para o pulmão, para que ele seja oxigenado e as artérias devolvam o sangue oxigenado para o corpo todo.

O trabalho das veias é contra a lei da gravidade. As veias fazem o retorno venoso, dos pés para o pulmão, fazendo o esforço de levar esse sangue lá para cima contra a gravidade.

Mas existe um detalhe: as veias não têm um movimento que ajude a fazer esse sangue retornar. Então esse retorno venoso é muito mais complicado do que a gente pensa.

No nosso organismo a gente tem o bombeamento do coração, que bate e joga aquele sangue com força para os tecidos. Entre um bombeamento e outro ele tem uma paradinha que é compensada pelo esforço muscular das artérias e pelas válvulas das veias.

As válvulas são as responsáveis pelo sangue todo não ir parar no pé. Ao longo do vaso temos várias válvulas que se fecham para que o sangue não volte todo para o pé. E as varizes são válvulas defeituosas.

 

Válvulas defeituosas

Quando a gente não tem o funcionamento adequado dessas válvulas o sangue acaba tendo um refluxo, que é um fluxo contra, por conta de uma válvula que não fechou direito ou não fechou completamente.

Isso sobrecarrega a válvula de baixo, que precisa suportar o peso de dois compartimentos de sangue. Com o tempo esse efeito se espalha por várias válvulas e por isso que as varizes aumentam. Vai acontecer um ciclo de sobrecarga sobre as válvulas.

Isso acontece por diversos motivos e existem vários fatores de risco.

 

Fatores de risco

Existe um fator genético, às vezes as válvulas são mais fracas ou algum outro problema que faz com que ela tenha um risco maior de ter varizes.

Outros fatores de risco são coisas que fazem grandes impactos, que podem arrebentar pequenas veias. Exercícios de impacto, que você bata muito o pé no chão, como correr e pular.

Excesso de carga na academia, carregar peso demais também faz uma piora da microcirculação.

Doenças que causam inflamação, por exemplo diabetes, fazem com que você tenha mais tendência a problemas circulatórios.

 

Avaliando as causas

As causas das varizes têm que ser avaliadas caso a caso. Se são cirúrgicas, se precisam ser tratadas clinicamente ou se são apenas varizes estéticas. Isso tem que ser analisado antes de se iniciar um tratamento.

Além de tudo a gente tem que avaliar as coisas que se associam a essas varizes, como o risco de trombose. Avaliar, inclusive, com exames quando for o caso. E pensar sempre no custo-benefício do tratamento.

Varizes são um problema que pode ser sério e pode ser mais voltado para o lado estético e de qualidade de vida, mas ele pode não colocar em risco a vida do paciente.

Vale a pena tratar as varizes de um paciente, mesmo que ele tenha dor nas pernas, mas que acarrete em risco de vida para ele? Por exemplo um paciente idoso, com problemas cardíacos ou outras comorbidades.

Isso vai colocá-lo em um risco maior do que as dores nas pernas? Isso tem que ser muito bem analisado quando um tratamento, uma aplicação ou cirurgia forem prescritos.

 

Sobre o tratamento

Então, primeiramente, é interessante consultar um médico.

O tratamento de varizes está largamente difundido em ser aplicado por outros profissionais que não conhecem e não têm a área de formação nem para entender bem como funciona a circulação sanguínea e como funcionam as repercussões de um problema circulatório, quanto menos como deve ser tratada a complicação de um tratamento de varizes.

É um tratamento sério, muito corriqueiro, normalmente muito tranquilo, mas que pode ter complicações e elas devem ser devidamente tratadas.

No próximo post eu vou entrar em detalhes sobre a aplicação.  

O que é e como tratar a boca triste?

Boca triste

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Boca triste: tratamentos para resolver o problema

Boca triste? O que é isso?

É aquela boca que você olha no espelho e se vê com uma cara triste, mesmo estando muito alegre.

O que a gente percebe é que a boca vai perdendo a sustentação e os ângulos vão virando para baixo. Isso dá um aspecto de boca de choro, deixando o rosto triste mesmo quando você está muito alegre.

 

E como resolver esse problema?

É preciso pensar nas causas dessa boca triste. Por que a boca caiu? Por que o cantinho virou?

Muita gente chega ao consultório dizendo que quer fazer preenchimento nos lábios porque a boca está caída. E não é por aí, não foi a boca que caiu, mas todas as estruturas que sustentam a boca, as estruturas laterais que precisam ser cuidadas, como se fossem pilares da boca, para que ela volte para o lugar.

Mesmo em caso de bocas tristes inatas, quando a pessoa tem um desenho com o ângulo voltado para baixo, é possível melhorar esse desenho.

A boca triste ocasionada por envelhecimento é mais simples, a gente consegue devolver mais fácil do que transformar. A transformação de uma boca que sempre teve a angulação voltada para baixo é mais complicada, mas pode ser feita.

Em primeiro lugar é preciso analisar o que foi perdido nessa região. O que é necessário reestruturar? Onde estão os afundamentos que foram se perdendo com o tempo e que remodelaram essa área?

Normalmente a gente tem uma perda óssea nessa região inferior dos dentes, que causa uma remodelação da gordura e até da musculatura, da própria mímica facial, do jeito de falar.

Isso vai causando afundamentos na região abaixo do lábio inferior e é justamente a área que faz o pilar da boca.

Ao mesmo tempo em que isso ocorre, a boca cai. E a boca caindo, junto com esse afundamento, a gente ganha um outro problema muito indesejado que é a bochecha de Bulldog.

Clique aqui para saber o que é e como tratar o umbigo triste.

 

Estrutura

Abordando a boca triste é preciso pensar primeiramente na estrutura. Como isso pode ser estruturado?

Através de volumização, de pilares que vão ser injetados, inseridos ao redor da boca para deixá-la bem sustentada.

Podemos também usar bioestimuladores, para melhorar a elasticidade da pele, para conseguir uma firmeza maior.

Em segundo momento vamos pensar no queixo.

O queixo diminuiu de tamanho? Ele está com uma angulação legal? Muitas vezes para tratar a boca triste é necessário estruturar o mento.

Nós tratamos o mento, a lateral, os sulcos laterais que estão muito afundados e acabam caindo em volta da boca. Existe uma necessidade de dar uma puxada lateral, de mexer no sulco nasolabial?

O tratamento de boca triste, na verdade, é o tratamento da periferia toda ad boca. A gente precisa sustentar essa boca e depois, em último momento, pensar em um refinamento e na volumização dos lábios.

Aí vamos embelezar os lábios, depois de sustentar, de tratar o envelhecimento, nós vamos desenhar.

Se a sua boca está triste, vamos programar o seu tratamento, fazer uma estruturação para ficar com um resultado natural, bonito, sem sair preenchendo o lábio. Senão você vai ter um lábio de pato, grande e com o resto murcho. Você vai ficar insatisfeita e gastar dinheiro à toa.

Esse tipo de tratamento tem que se programado e planejado por um profissional que entende de harmonização facial e que estuda todas as estruturas que estão intimamente ligadas em nosso rosto.

Seu umbigo está triste? Saiba como melhorar!

Umbigo triste

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Umbigo triste: como corrigir esse problema?

 

Umbigo triste. Já olhou para o seu umbigo e ele pareceu triste? Eu ouço muito isso no consultório.

Umbigo triste? O que é isso?

É quando o umbigo começa a ter uma angulação para baixo, como se fosse uma boca triste. Isso acontece pela dificuldade de sustentação de todas as estruturas que estão ali em volta.

Normalmente por gestação, ganho e perda de peso e outras coisas que ocorrem na região abdominal em relação à elasticidade, até o próprio envelhecimento, mesmo sem esticamento da pele, que vão acarretar nessa perda de sustentação.

E quando você olha no espelho o que chama a atenção no seu abdômen é o umbigo. Ele é o ponto de referência, o ponto central e se ele está sem harmonia vai chamar a atenção.

 

Para tratar o umbigo triste é necessário saber as causas.

O que tem que ser abordado primeiro? Qual a causa dessa tristeza?

Normalmente a causa vem da parte abdominal superior, a parte acima do umbigo. O que pode ter acontecido ali?

Problemas musculares: flacidez muscular, falta de atividade física, flacidez muscular acarretada por gestações ou até por problemas musculares.

Essa perda de sustentação muscular no abdômen superior vai fazer com que o seu abdômen fique menos firme e sofra uma leve queda, podendo também causar impressão de umbigo triste.

Outra coisa que pode acontecer é a diástase abdominal, quando há um distanciamento do músculo reto abdominal, o músculo do tanquinho.

Quando a gente engravida, por exemplo, esse músculo descola e depois ele cola, mas às vezes isso não acontece e ele fica com um pequeno afastamento que é a diástase. Isso faz com que haja menos sustentação no abdômen também e acarreta uma impressão de umbigo triste.

Outra parte importante de pensar é a flacidez de pele, que é o que mais diretamente causa a questão do umbigo triste, uma causa direta de falta de sustentação na parte superior do umbigo pela diminuição da elasticidade.

A gente tem que pensar em abordar as causas da flacidez e tratá-la, não só pensar diretamente no umbigo, principalmente na parte superior, para a gente puxar essa pele, para que o umbigo fique sorridente de novo.

Também precisamos pensar nas gorduras, o acúmulo de gorduras ao redor do umbigo. Às vezes a gordura localizada periférica causa uma impressão de um umbigo pouco harmônico, ele perde o formato pela deposição de gordura.

À medida que a gente vai envelhecendo, pelos hormônios irem se diferenciando, a deposição de gordura abdominal modifica muito.

 

E como tratar tudo isso?

A diástase abdominal é tratada cirurgicamente. Deve ser buscado um cirurgião geral ou um cirurgião plástico para avaliar se no seu caso é realmente necessária a cirurgia.

Em alguns casos se consegue um bom resultado com atividade física. Ela fortalece a musculatura do reto abdominal e você consegue aproximar bastante essa costura do músculo, diminuindo essa sensação de não sustentação.

A mesma coisa para a flacidez muscular. A musculação e a atividade física vão fazer com que essa musculatura se sustente e melhore o aspecto do abdômen.

Em relação à flacidez de pele, é preciso pensar primeiro no grau dessa flacidez. É uma flacidez generalizada, que está no abdômen superior e no inferior? Existe dobra de pele? Há possibilidade de resolver isso de forma não cirúrgica?

Se a flacidez não for muito intensa, for sem dobras, é possível pensar em tratamentos não invasivos, não cirúrgicos.

 

Estímulo de colágeno

É importante tratar pensando em estímulo de colágeno e melhorando a qualidade da elasticidade. Isso a gente consegue por bioestimuladores, que vão estimular o seu próprio organismo a produzir colágeno, dentre eles os fios Silhouette Soft e o Sculptra.

O laser de CO2 fracionado também é um tratamento estimulador e pode ser feito em abdômen completo. Pode ser feito mais forte na região do umbigo para tratar, inclusive, as rugas que se formam pelas dobras. O umbigo vai ficando além de triste enrugado! Então o laser de CO2 deixa esse umbigo mais lisinho.

A radiofrequência é um tratamento muito utilizado para flacidez abdominal, também para manutenção quando são feitos outros tratamentos. É legal fazer a radiofrequência 1 ou 2 vezes por ano para manter sempre um saldo positivo em relação à formação de colágeno, em contrapartida com o seu envelhecimento.

Um outro tratamento para a gordura é modelar para deixar a barriga mais lisa e homogênea, isso com tratamentos que vão melhorar a gordura localizada, como a lipo enzimática, a criolipólise e a lipo sem cortes, que é a ultracavitação.

A escolha deles vai depender se a gordura é muito localizada ou mais espalhada.

Umbigo triste tem jeito. Vamos deixar a sua barriga mais retinha, mais lisinha. Realmente incomoda quando a gente vai colocar um biquíni, ele tira o foco da beleza do resto.

Vale a pena fazer uma avaliação e ver se o seu umbigo triste pode ser resolvido com tratamentos mais simples e não cirúrgicos.

 

Como ter joelhos e cotovelos bonitos?

Joelhos e cotovelos bonitos?

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Joelhos e cotovelos merecem cuidados especiais

 

Joelhos e cotovelos são duas partes do corpo que incomodam quando a gente para e presta atenção nelas, principalmente quando saem na foto.

Quem nunca olhou para o cotovelo e falou “meu Deus, que parte horrível do corpo eu tenho”? Porque não há quem diga que joelho e cotovelo são lindos, eles são feios.

Então como a gente pode fazer isso ficar menos feio? Como ter joelhos e cotovelos que, pelo menos, não chamem a atenção?

Com a idade, com o passar da vida e até com as atividades intrínsecas na vida de cada pessoa, como atividade física, esporte, tipo de vestimenta que usa, a gente acaba tendo joelhos e cotovelos mais ou menos ásperos, mais ou menos pigmentados.

Então como a gente pode fazer para que os nossos joelhos e cotovelos não chamem a atenção e não nos incomodem, que existam sem chamar a atenção?

 

Cuidados diários

A gente tem que pensar sempre primeiro nos cuidados em casa. Hidratar muito, cuidar dessas áreas que têm uma camada de queratina maior.

São áreas que a gente tem mais atrito, mais movimento, então a pele fica mais grossa, mais feia e isso pode ser melhorado em grande parte pelos cuidados em casa.

Então o uso de um bom creme hidratante é o principal, antes de a gente pensar em qualquer procedimento em consultório.

O que eu pode ser feito para um joelho ou cotovelo que já estão grosseiros, com a pele muito grossa?

 

Tratando a pele muito grossa

Eu tenho que pensar em alguma coisa que consiga diminuir a espessura dessa camada.

Um tratamento muito interessante e que ninguém pensa nele para joelhos e cotovelos é o laser de CO2 fracionado.

O que ele vai fazer? Vai tratar aquela camada superficial de queratina, que é aquela pele morta, vai queimar aquela camada e fazer com que você fique com a camada mais fina da pele.

Ele vai tratar as manchas, diminuir a pele grosseira, melhorando a textura e a pele como um todo, que fica mais lisa e agradável ao toque.

Obviamente o cuidado contínuo após esse tratamento tem que existir para você manter o resultado.

Existem outros tratamentos também, como os peelings, que vão fazer uma descamação, sempre pensando na renovação dessa camada superficial, essa camada de células mortas, para que a gente deixe a pele mais lisa, mais fina e mais agradável.

Claro que existe um limite. A gente não consegue deixar um joelho igual a um rosto, porque a gente precisa da proteção dessa camada de queratina maior, por ser uma área que tem mais impacto, sofre mais atrito. Precisa ter proteção, senão você vai machucar o joelho e o cotovelo.

 

E como tratar as manchas?

Em relação a manchas, e o joelho sofre mais com isso do que o cotovelo, a gente tem que pensar porque ele está manchando.

Eu estou fazendo alguma coisa para manchar? Estou usando muita roupa justa, que causa mais atrito nos joelhos na hora de sentar? Ou eu faço algum esporte, alguma atividade física que possa causar as manchas? Ou o meu trabalho exige que eu coloque o joelho de alguma forma, algum EPI necessário no trabalho que pegue na região do joelho?

O que no seu dia a dia pode estar contribuindo para a pigmentação? É possível remover esse fator de risco da sua rotina? Se não for, a gente pensa em tratamentos clareadores locais e tratamentos para poder fazer essa renovação celular ao mesmo tempo.

Eu quis abordar esses dois pedacinhos porque são partes que realmente a gente quer melhorar, mas pensa que não em solução. Quem vai pensar em tratamento para os joelhos e cotovelos feios?

Eles têm solução, então marque sua avaliação com a gente. Estamos à disposição para deixá-los mais invisíveis.  

A orelha também envelhece. Veja como tratar isso.

Envelhecimento da orelha

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Envelhecimento: suas orelhas também sofrem com ele

 

Envelhecimento da orelha? Pois é, hoje vou falar sobre esse pedacinho do corpo que a gente dá pouca importância, mas que também envelhece e deixa as pessoas irritadas, a orelha.

A gente tampa com o cabelo, às vezes com uma touca, com um chapéu, mas na hora de colocar um brinco é extremamente irritante a gente descobrir que a nossa orelha também envelhece. E aí, como é que a gente faz botox na orelha? Não tem jeito!

 

Então como a gente vai abordar essa questão de orelha envelhecida?

A orelha, como todas as partes do corpo, perde volume e murcha ao longo do envelhecimento. A gente perde gordura, perde colágeno, perde todas as coisas que fazem o nosso preenchimento natural. Além disso a gente perde também a elasticidade, que firma a pele e a deixa mais ingurgitada.

No caso das orelhas, elas vão deixando de ser gordinhas e vão ficando finas e frágeis. Quando a gente coloca um brinco, ele pesa e vai puxar a orelha no meio, que é onde, normalmente, tem a maior absorção de gordura, e a orelha vai ficar dobrada. A orelha vai ficar pendurada, vai ter um aspecto mais enrugado.

Os brincos já não ficam tão elegantes, existe uma maior tendência de a orelha rasgar, porque ela fica mais frágil e mais fina, então ela vai sustentar menos peso, e muitas vezes a orelha já está um pouco rasgada quando a gente chega nessa idade e ela vai acabar de rasgar com mais facilidade.

 

E agora que você descobriu que as orelhas envelhecem? O que eu posso fazer?

É muito comum a gente fazer preenchimento. A gente coloca o ácido hialurônico, que é um gel, no lóbulo da orelha, injeta onde os brincos ficam. Essa orelha vai inchar, fazendo uma orelha mais gordinha, mais lisinha, mais sustentada e com aspecto mais agradável e mais rejuvenescido.

Na hora que você colocar o brinco ele não vai pendurar, vai ficar no lugar que você colocou porque a orelha vai ter resistência ao peso daquele brinco porque você encheu em volta do buraquinho.

 

Sua orelha está ficando envelhecida? 

Em relação à orelha a gente pode se preocupar menos, porque o recurso existe, é fácil e para quem não sabia que a orelha envelhecia, fica aí a informação. Para quem ainda está com as orelhas jovens, fica também a dica de usar brincos mais leves.

 

Mas no caso de isso começar a incomodar você, o tratamento é simples, é rápido, é uma coisa que você faz em 20 minutos no consultório, tem uma durabilidade boa, porque é um local de pouco metabolismo, então a durabilidade excede a que normalmente o produto tem em outras áreas.

 

Me coloco à disposição para fazer a avaliação das suas orelhas e avaliar se é o seu caso mesmo. Deixando uma ressalva de que às vezes o processo tem que ser cirúrgico, quando existe uma orelha rasgada, primeiro tem que corrigir esse detalhe para depois pensar em preencher.  

Microagulhamento melhora as cicatrizes de acne.

Microagulhamento para cicatrizes de acne

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Microagulhamento melhora muito as cicatrizes de acne e os poros abertos

 

Microagulhamento para cicatrizes de acne e poros é o nosso assunto de hoje. Você sofre com as cicatrizes de acne? O microagulhamento é muito difundido para esse fim. 

O que a gente conseguiu observar com o tempo é que os poros e as cicatrizes são causados por fibroses, por uma cicatrização ruim em volta daquela área que foi acometida ou por acne, ou por um cravinho que foi inflamando e acabou acarretando em um poro que não fechou mais. Então essa fibrose é devida à falta de circulação e de regeneração daquele tecido. 

 

O que o microagulhamento faz?

Como são feitos pequenos furinhos em volta daquele problema, daquela fibrose, é possível fazer o retorno de uma vascularização, de uma formação de circulação sanguínea naquela região e, com isso, trazer nutrientes novos para aquela área em que você tem uma cicatriz.

Ao mesmo tempo você superficializa fatores de crescimento, fatores regenerativos que estão contidos no nosso sangue durante o processo do microagulhamento. E após o microagulhamento você consegue injetar e colocar drogas que vão fazer maior cicatrização local ali, você consegue colocar produtos que vão ajudar mais ainda na regeneração daquele tecido. Então quando a gente escolhe fazer para poros abertos e cicatriz de acne a gente precisa ser um pouco mais agressivo.

As cicatrizes de acne são profundas, normalmente têm um componente dérmico muito grande. A inflamação que a gente tem durante o período de acne não é só na epiderme, que é a camada mais superficial da pele, isso é o que a gente está enxergando, ela está lá no fundo da pele, onde forma o colágeno, onde fez aquela inflamação grande e é como se você tivesse uma cola entre os tecidos. A pele ali fica dura, pouco maleável, com pouca elasticidade, fica repuxada, então você tem, às vezes, aquele aspecto de rosto sombreado, mal torneado porque essa fibrose está repuxando sua pele por dentro.

O microagulhamento consegue melhorar esses poros, melhorar essas cicatrizes e estimular também, dependendo da profundidade que você faz, tendo uma melhora dessa fibrose profunda e uma melhora dos contornos do seu rosto, das sombras, principalmente na área central da bochecha. Às vezes tem uma concavidade grande com uma sombra, toda irregular. Aquilo é realmente uma fibrose que se formou de uma acne, que normalmente dura anos, na adolescência e até no adulto jovem, e que essa inflamação intensa e persistente acaba causando esse tipo de dano.

 

Como é o pós deste procedimento?

Com o microagulhamento a gente consegue fazer isso mais profundo, normalmente quanto mais profundo, mais agressivo. O pós é mais chatinho, mais feio, o rosto pode ficar com alguns hematomas pequenos e umas cascas maiores, mas que não impedem de você fazer suas atividades de rotina. Às vezes dá pra perceber que você fez alguma coisa no rosto, mas não te impede de trabalhar, por exemplo. Mas não dá para você esconder. É um tratamento que dá para encaixar na sua rotina.

Quanto mais profundo, maior a anestesia que a gente tem que dar, então um tratamento muito profundo é preciso fazer um bloqueio local, uma anestesia tumescente. A gente injeta a anestesia por toda a área ali porque só o anestésico tópico não consegue pegar aquela parte mais profunda que a gente acaba chegando com esse tipo de tratamento.

Mas o tratamento em si é bem tolerável, com uma dor razoável, que dá pra aguentar por causa desses anestésicos que a gente faz, e o pós é muito tranquilo. Às vezes fica inchado, mas não tem dor e por não ter dor você consegue manter sua rotina, não precisa desmarcar compromissos ou de fazer isso nas férias.

 

Quais os resultados esperados?

E os resultados realmente são muito bons, são desde a primeira sessão. A gente consegue perceber uma melhora do brilho da pele, do viço, a cor melhora demais. Os poros fecham muito com uma sessão só, é notável. O paciente sempre volta relatando uma melhora, dizendo que a pele está mais brilhante, mais lisa, com mais brilho, mais viço, porque ela alisou.

Você realmente vê que a pele realmente está mais lisa, que os poros estão mais fechados. Aqueles poros que ficavam dilatados, a gente até enxerga a oleosidade dentro deles, você percebe que estão mais lisos, que não estão tão abertos. E, obviamente, quanto mais sessões você faz, melhores os resultados. A indicação de número de sessões vai variar de acordo com a gravidade, com cada caso.

 

Microagulhamento e melasma

E a grande vantagem do microagulhamento para as cicatrizes de acne é que eu pode ser realizado com segurança e tranquilidade em um paciente que também tenha melasma.

Tudo que eu penso em fazer para cicatriz de acne é ablativo, é agressivo, infamatório, machuca e aí o que eu vou fazer com o melasma? Vai dar rebote. Com o microagulhamento eu consigo fazer um tratamento que vai tratar a cicatriz de acne e que também vai diminuir o melasma, desde que ele seja bem acompanhado, bem preparado para esse procedimento.

Clique aqui e saiba mais sobre o microagulhamento para tratar o melasma.

Então, pelo menos no meu consultório, é o tratamento que para mim é protocolo para cicatriz de acne associada a melasma. Os resultados são muito bons, os pacientes voltam muito satisfeitos e eu realmente durmo tranquila sabendo que eu estou fazendo um tratamento que não vai causar problema para o meu paciente.

Então o microagulhamento para cicatriz de acne é um tratamento que tem um custo-benefício muito bom, tem um valor bem razoável e que desde a primeira sessão você tem uma satisfação com os resultados.

Se você tem cicatriz de acne, vale a pena saber sobre o microagulhamento, procurar entender mais como ele funciona. A gente vê muita imagem na internet do pessoal fazendo, é muito feio, ver aquele sangramento, aquela coisa que parece um filme de terror e não é por aí.

É um tratamento tranquilo, um tratamento bem feito, que você sai do consultório com a cara normal, não sai de lá ensanguentado. Então vale a pena buscar essa alternativa para cicatriz de acne que os resultados são muito bons. Recomendo!

Microagulhamento é eficaz no tratamento do melasma

Microagulhamento – melasma

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Microagulhamento é eficaz também contra o melasma

 

Continuando a série sobre microagulhamento hoje a gente vai falar sobre melasma.

Melasma é o terror na vida de muita mulher por aí e o que deixa a gente mais triste é que os tratamentos são muito limitados pelo próprio problema, pelo próprio risco de rebote que a doença tem, pela cronicidade da doença, é uma coisa que a gente trata, trata, trata e retrata e, muitas vezes, a gente é cuidadosa, vai para a praia e passa quilos de filtro solar, usa chapéu, usa roupa UV e volta com um pouco mais de manchas de melasma.

É uma doença estigmatizante, uma doença que deixa a gente pra baixo, muitas vezes, mas que a gente tem que aprender a contornar e estar sempre se animando com as novas técnicas que vem aparecendo e com os novos recursos que, eu pelo menos fico super animada quando fico sabendo de um.

Perdeu o início da série? Clique aqui para conferir o vídeo completo.

 

Microagulhamento para melasma?

O microagulhamento para melasma é uma coisa que surgiu e que eu, particularmente, não indicava, porque o que eu via muito era os pacientes fazendo com outros profissionais e voltando piores, ou fazendo para outros motivos, fazendo para viço, para brilho, para cicatriz e voltando com melasma.

A aí ao longo dos anos as coisas foram se aprimorando, estudos foram sendo feitos e hoje a gente sabe que o microagulhamento, quando com uma técnica adequada, ele trata o melasma.

 

Como o tratamento age?

Não se sabe como, não se sabe exatamente o mecanismo que o microagulhamento age no melasma, mas imagina-se que ele consegue superficializar lá de dentro do nosso sangue o plasma. Este plasma é rico em fatores que causam uma melhora da pigmentação local, causa uma certa regeneração das células que produzem esse melasma e uma cicatrização de vasos inflamatórios que são formados em volta dessas células, de cicatrizes e sombras. Então ele melhora a pele, o brilho, o viço e acaba que você também tem uma melhora do aspecto como um todo da pele naquela região de melasma, realçando menos a mancha.

É um tratamento muito completo, porque a gente consegue fazer no rosto todo com uma sessão só. É um tratamento que aborda a mancha e ao mesmo tempo toda a parte de rejuvenescimento, tanto da parte de melasma quanto das partes periféricas ao melasma.

Eu, pelo menos, quando faço microagulhamento para melasma eu faço no rosto todo, eu vou focar mais no problema, mas eu vou homogeneizar o rosto todo com o microagulhamento nas outras áreas.

 

Como é realizado o tratamento?

É importante que a gente entenda que para cada tipo de tratamento a gente tem um tipo de roller, uma profundidade, uma droga associada e uma injúria que a gente causa, que é um machucado maior causado para atingir aquele objetivo.

Então dependendo do resultado que você busca ou do problema que você tem, você precisa de uma maior ou menor injúria. Quem vai definir é o profissional que te atende.

Eu trabalho com a técnica de IPCAA, que eu falei no vídeo inicial, que é a Indução Percutânea de Colágeno com Agulhas e eu costumo fazer o drug delivery. A droga que eu utilizo vai depender do caso de cada paciente, normalmente a gente utiliza drogas clareadoras ou drogas rejuvenescedoras sobre a área agulhada. Então a gente faz o agulhamento e no final a gente coloca aquela droga e faz uma penetração ativa com massagens, para que essa droga penetre nesses furinhos e aja mais profundamente na sua pele, conseguindo um resultado otimizado.

Isso é a técnica de IPCAA que vai ser analizada pelo profissional aplicador em relaçao à profundidade que vai ser utilizada, que é o mais importante.

 

Cuidados constantes com a pele

Outra coisa extremamente importante é o preparo para essa pele, que eu também falei no primeiro vídeo, é a utilização de produtos que vão deixar o seu melasma menos reativo ao tratamento, para diminuir o risco da hiperpigmentação pós-inflamatória.

É importantíssimo que esse paciente que vem tratar melasma com microagulhamento esteja tratando o melasma, que ele esteja em tratamento, esteja em cuidado. Quanto menos reativo esse melasma do paciente for, menos reativo ele vai ser ao tratamento e menos ele vai causar efeitos colaterais decorrentes da resposta à inflamação do tratamento.

O que a gente precisa é inflamar sem resposta do organismo, eu preciso machucar sua pele, sem que ela reaja contra o nosso tratamento. Para isso você precisa de um acompanhamento.

 

Número de sessões, resultados e o pós-procedimento

Os tratamentos mais profundos obviamente são os que têm maior resultado, mas que também têm mais riscos. Isso também tem que ser analisado de acordo com seu tom de pele, de acordo até com a idade do paciente.

Às vezes uma paciente mais novinha, por exemplo, não vai tolerar um tratamento muito agressivo, até pelo pós, pela dor na hora do tratamento. Não é uma dor insuportável, a gente faz um anestésico tópico, mas alguma coisinha o paciente sente, então um paciente mais imaturo vai acabar ficando ansioso com aquilo.  

Os tratamentos podem ser feitos normalmente uma vez por mês, a gente vai avaliando se é necessária uma segunda sessão ou mais sessões e o paciente espera um mês para fazer uma nova sessão.

Normalmente há uma descamação mais ou menos de uma semana, a pele fica fininha, sensível, às vezes, dependendo da profundidade que você faz, existe uma vermelhidão, um roseamento do rosto que pode durar até um mês ou mais, mas isso é quando a gente faz uma coisa bem profunda.

A descamação e essa sensibilidade da pele existem e tem que ser respeitado o tempo sem sol, porque a pele fica muito fininha, então usar um filtro solar e aqueles cuidados todos que a gente tem com todos os tratamentos de pele são imprescindíveis no microagulhamento também. Então programar esse tratamento para uma épica que você não for se expor muito.

Então é isso, abordei bastante sobre o melasma com microagulhamento, ressaltando sempre a questão do preparo e do profissional capacitado para poder te acompanhar e você ter um resultado legal.

No próximo vídeo a gente vai falar sobre o microagulhamento para cicatrizes de acne. Espero vocês!  

Cuidados na hora de fazer microagulhamento.

Microagulhamento: perigos ocultos

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Microagulhamento: cuidado para não prejudicar sua pele!

Hoje nós vamos começar uma nova série, sobre microagulhamento.

No primeiro vídeo eu vou abordar os aspectos gerais do microagulhamento e vou focar muito nos perigos ocultos deste tratamento que é um tratamento fantástico, mas que tem que ser feito com uma técnica extremamente adequada, senão você vai piorar o seu problema e vai sair bem triste da situação.  

Então vamos prestar atenção sobre como é feito esse procedimento e quais as bases científicas que são utilizadas para a gente poder falar que ele funciona para esse ou esse outro fim.

 

O que que é microagulhamento?

Microagulhamento são aqueles rolinhos que estão na moda, a gente vê na televisão, vê naqueles sites da China vendendo aquele rolinho cheio de agulhinhas, que você passa no rosto e ele faz um tratamento estético qualquer.

Primeira coisa a ser abordada: que rolinho é esse? É um rolinho com agulhas e agulha é essa? Onde você arrumou esse rolinho? O que gente mais vê por aí é blogueira fazendo rolinho no rosto e mostrando, mas que rolinho ela está usando?  Essa é uma parte essencial do tratamento, a gente vê até rolinhos de R$30,00 sendo vendidos por aí. Esse rolinho é estéril, pelo menos? Será que ele não tem bactéria, que ele foi realmente esterilizado de uma maneira adequada?

Então a primeira coisa: o rolinho tem que ser estéril. Você está injetando, enfiando um monte de agulhas dentro da sua pele. Se tem sujeira ali, você vai ter infecção, você vai arranjar um problemão para o seu rosto. Ele tem que ser lacrado e adequadamente esterilizado.

As agulhas

Segunda coisa: que agulha é essa? Qual que é a espessura dessa agulha? Essa agulha tem corte? Ela fura ou ela dobra? Como é a ponta da agulha olhando no microscópio?  Ela realmente é uma agulha perfurante? Esse corte dela é bem feito? Porque se o corte não for bem feito você vai fazer os buracos na sua pele ao invés de fazer pequenas perfurações. Dependendo do rombo que você faz, você vai fazer a cicatriz no lugar de uma cicatrização. A qualidade da agulha desse rolo é extremamente importante, a qualidade da da fabricação desse rolo.

Outra coisa é importante é o material com o qual são feitas as agulhas. A agulha pode ter um corte maravilhoso, mas se for um material frágil, ele vai dobrar, porque a gente passa 300 vezes no mesmo lugar, vai passando e colocando pressão sobre essa agulha. Uma hora aquela agulha vai desgastar e se o material for fraco, ele vai dobrar e dobrando você vai fazer rombo, um buraco na sua pele e aquilo ali vai cicatrizar pelas bordas e pode fazer uma cicatriz muito pior do que a que você está querendo tratar. O material tem que ser resistente, tem que ser um material inerte, que não vai reagir com o seu sangue e tem ser esterilizado, limpo.

Material descartável

A outra coisa importante, por tudo que eu falei até agora acho que ficou até um pouco óbvio, que isso é descartável. As agulhas têm uma duração, uma quantidade de vezes que você consegue passar essa agulha sem que ela gaste, sem que ela fique cega, sem que o material perca sua eficácia.

Normalmente a gente utiliza esse rolo uma vez só. Existem até rolos esterilizáveis, estão cada vez mais em desuso e os rolos têm materiais caros. Por serem materiais fortes muitos são banhados a ouro e esses rolos acabam tendo um custo maior do que os R$30,00 que você acha no site da China.

É importantíssimo você ter um material de uso médico e não de uso domiciliar. Eu acho que nem domiciliar deveria ser permitido, porque você está fazendo coisa errada em casa e vai machucar o seu rosto. Então o material tem que ser um material que você confie que ele não vai trazer problemas.

É simples, mas exige cuidados

O microagulhamento tem uma técnica que não é muito complicada, por isso acho que ele ficou tão difundido, é passar um rolinho no local que você quer tratar e fazer os furinhos. Parece ser muito simples, mas existem várias profundidades e vários cuidados associados que você precisa ter para que o próprio tratamento não lhe cause prejuízo e para que o tratamento surta os efeitos que você espera.

Os rollers têm várias profundidades de agulhas, elas variam de 0,5 até 3,5mm de profundidade, então é uma variação muito grande e a gente precisa saber escolher em qual caso usar cada profundidade de agulha.

Além de tudo a gente tem que pensar o que esse tratamento e si vai acarretar de danos que a gente precisa controlar, para que a gente não tenha efeitos colaterais que prejudiquem o resultado do tratamento.

Você conhece o Botox e os benefícios dele para você? Então clique aqui e fique por dentro.

Cuidados antes e depois do tratamento

Aí vêm os cuidados pré-procedimento, que a grande maioria das vezes eu vejo pacientes chegando de outros profissionais, normalmente não médicos, e esse paciente sendo submetido a tratamentos com roller sem nenhum preparo e sem nenhum pós, inclusive. Na ausência desse preparo você pode ter uma coisa chamada hiperpigmentação pós-inflamatória, que são manchas grandes no local de tratamento e, muitas vezes, irreversíveis.

É muito comum a gente precipitar melasma com roller. Inclusive a gente trata melasma com roller, então como é que eu faço melasma com roller? Com técnica inadequada e acompanhamento inadequado. Já vi muitos pacientes chegarem para mim fazendo tratamento de microagulhamento com o rolo e com o relato de que a cada tratamento foi piorando mais, porque não foram submetidos a um cuidado pré-procedimento adequado, um acompanhamento adequado de um profissional que conheça sobre o que ele está causando com aquele tratamento.

A gente tem que pensar muito nisso na hora de buscar o microagulhamento. A gente fica muito seduzido por essa questão de rolinho de R$30,00 na internet e esquece o que é aquilo, o que você tá fazendo com a sua pele, o que você tá inserindo dentro do seu organismo e todas as complicações que aquilo pode acarretar, o risco ao qual você está se metendo.

Os cuidados pré-procedimento são importantíssimos, são individualizados e devem ser prescritos pelo seu médico no momento da indicação do tratamento. Após o procedimento de microagulhamento a gente faz um drug delivery ou não, isso vai variar de acordo com que a gente quer.

Após o microagulhamento você vai descamar ou não, isso vai variar de acordo com o que foi feito e também com esses cuidados pós-procedimento, que são importantíssimos para que você também não tenha hiperpigmentação pós-inflamatória, para que você não tenha cicatrizes, infecções secundárias e todas as outras coisas que a gente pode ter depois um procedimento invasivo.

A técnica

A técnica que a gente usa foi nomeada IPCA que é indução percutânea de colágeno e essa é uma técnica onde a gente busca realmente aprofundar o microagulhamento, buscando superficializar fatores de crescimento e todas as outras coisas que existem no nosso plasma e que são riquíssimas para cicatrização, tanto de cicatrizes quanto de qualidade de pele, com tratamento de manchas.

O mecanismo ainda não é muito conhecido, mas existem vários estudos, até de um colega eu respeito demais o Dr. Emerson Lima, que escreve muito, tem livros, tem artigos publicados sobre essa técnica, que, inclusive, ele nomeou, mostrando com estudos, com com microscopia os resultados reais desta técnica de microagulhamento.

É um procedimento muito bacana, um procedimento que a gente vê resultados, que o paciente fica muito satisfeito, mas que tem que ser utilizado com extrema cautela, com extrema técnica e por profissionais capacitados.

 

Então nessa a primeira parte da nossa série eu acho que o recado mais importante é esse: busque um profissional de qualidade, busque um material de qualidade, não economize com você. Faça uma coisa que você merece, com a qualidade que você merece.

No próximo vídeo a gente vai falar sobre as indicações mais comuns do microagulhamento e no último vídeo a gente vai falar sobre cicatrizes de acne.

 

A Dra. Bárbara fala sobre o botox no tratamento da hiperidrose.

Botox para hiperidrose

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Botox para tratar hiperidrose: o suor excessivo tem solução

 

Botox para hiperidrose? O que é isso?

Botox continua sendo o nosso assunto e hoje, na nossa última parte da série sobre toxina botulínica, nós vamos falar sobre uma coisa que aterroriza muita gente. Quem aí nunca saiu de casa, pronta pra balada, maravilhosa, horas se arrumando em frente o espelho, está usando aquele vestido especial que você comprou e guardou para aquela noite e na hora que você vai sair de casa você nota que tem uma pizza debaixo do seu braço. O que fazer?

Não tem o que fazer. Acabou sua roupa, o seu cheirinho gostoso, acabou sua noite porque você está arrasada. Quem passa por isso sabe o que é, você sair de casa e todos os dias conviver com isso. Às vezes as pessoas olhando torto e você está cheiroso, tomou 30 banhos naquele dia, passou desodorante, trocou de roupa várias vezes e você está molhado. Isso acontece com homens e mulheres, em várias áreas do corpo.

Eu estou falando de axilas porque é uma área mais comum e mais fácil de a gente visualizar, mas se eu citar exemplos todo mundo vai conhecer alguém que se identifica com isso.

Por exemplo, toda vez que você vai cumprimentar o João pessoa ele está com a mão molhada. Se isso incomodou você, imagina o João! Ele sofre com essa mão molhada para escrever, para pegar um copo. Às vezes as coisas caem da mão porque ele não consegue segurar.

E a Maria, que reclama que os sapatos dela acabam em 1 mês, porque ela molha tanto o pé na hora de calçar o sapato que ele derrete, além de dar um chulé, um cheiro desagradável, de melar e até de escorregar na hora de andar.

 

Hiperidrose é um problema sério

Existem áreas constrangedoras para a hiperidrose, esse excesso de suor que a gente pode ter, são casos específicos, mas para quem tem realmente é um problema grande. Já vi casos de sudorese intensa na virilha, de a pessoa não poder usar roupa que não fosse preta, porque qualquer outra roupa parece que a pessoa fez xixi na calça.

É um problema grave, socialmente grave e que deixa a pessoa extremamente infeliz. Ela deixa de interagir em relações sociais, deixa de ter uma promoção no emprego, por exemplo, porque a relação com os colegas e superiores é dificultada por causa dessa relação difícil que a pessoa tem com a própria sudorese.

Então é uma área de toxina que eu acho extremamente importante a gente abordar e que não é uma coisa que todo mundo pode fazer, igual ao Botox para estética, mas que quem tem indicação é extremamente beneficiado.

 

Quais são as vantagens de a gente fazer Botox nessas pessoas?

A alternativa para isso seriam tratamentos cirúrgicos. A gente tem tratamentos que fazem uma secção do nervo que vai para aquela área de sudorese, você corta o nervo e a pessoa para de suar naquela área.

Qual é o pormenor disso? Em primeiro lugar é o tempo cirúrgico, você vai passar por uma cirurgia, por uma anestesia e toda cirurgia tem riscos. A segunda coisa é que é muito comum ter rebote para outras áreas. Às vezes você faz uma cirurgia, tem um grande sucesso na área que você tratou, melhorou a sudorese da axila, mas ela vai para o rosto, por exemplo. E isso não tem como a gente prever, nem se vai haver esse tipo de rebote, nem para onde ele vai.

Atualmente, inclusive, existem técnicas novas para essa cirurgia, na qual o nervo não é cortado, mas é colocado um clipe no nervo, para que ele fique paralisado. Caso o rebote apareça, você retira esse clip. É uma coisa para a gente ficar de olho para o futuro.

Hoje em dia, com o que a gente tem de resultado em relação a custo benefício, em relação a praticidade de aplicação, em relação a efeitos colaterais e sobre não haver rebote para outras áreas, é a aplicação de toxina.

 

Como é a aplicação?

A aplicação de toxina é simples, feita em consultório, você pode retornar às suas atividades em seguida. Dói só na hora da aplicação, não fica doendo depois.

Como qualquer tratamento tem risco de efeito colateral, mas eles são mínimos e, quando ocorrem, são controláveis, fugazes.

A toxina botulínica para hiperidrose é um tratamento de excelência. É simples, cabe no dia a dia. Não é baratíssimo, mas também não é impeditivo, dá para fazer, dá para se programar para realizar o tratamento.

E as pessoas que fazem ficam muito satisfeitas, porque além da questão social, tem a simplicidade. É comum a gente receber ligações dos pacientes no dia seguinte ao tratamento surpresos que não estão suando mais. É muito legal ver essa reação e também o resultado, tanto a alegria do paciente quanto a repercussão que isso tem na vida profissional, acadêmica e social.

Para quem se identificou com o assunto do suor excessivo, marque uma avaliação. É um tratamento que pode mudar sua vida. Me coloco à disposição para responder suas dúvidas sobre isso e poder ajudar.

Encerramos assim nossa série de toxina botulínica. Eu gostaria de sugestões para novas séries, para a gente esmiuçar outros tratamentos, como fizemos com a toxina, que é um tratamento tão corriqueiro que, com certeza, muita gente aprendeu bastante com esses vídeos mais profundos.