Escleroterapia | Tratamento de varizes

Escleroterapia é um tratamento para retirada de veias superficiais, feito com solução esclerosante. Através de agulha fina o médico injeta a solução esclerosante dentro da veia, o que causa uma inflamação das suas paredes. O sangue não circulará dentro do vaso esclerosado e, no final do processo, o organismo absorve este vaso.

E Clacs?
Clacs é o método, que significa o laser para varizes associado à aplicação de varizes. Esta sigla significa CrioLaser + CrioEscleroterapia.

A técnica Clacs é o que há de mais moderno no tratamento de varizes. Ela é a união do laser e a escleroterapia.

A ESCLEROTERAPIA FUNCIONA PARA TODOS?
Para maioria das pessoas, a escleroterapia é eficaz. Não há , entretanto, garantia que o tratamento será efetivo em todos os casos. Em aproximadamente 10% das pessoas o resultado não é satisfatório, ou seja, não há o desaparecimento das veias não desejadas após algumas sessões. Em situações pouco comuns, podem ocorrer complicações.

QUANTAS SESSÕES SERÃO NECESSÁRIAS?
O número de sessões varia para cada paciente dependendo da quantidade de veias, do diâmetro e da coloração da pele. A média é de 4 a 5 sessões por paciente. Uma pequena minoria não melhora  em cinco sessões e , raramente , a condição da  veia pode piorar após escleroterapia. Uma sessão é definida como uma vinda ao consultório. Normalmente,  o intervalo da sessão  da sessão varia  conforme o método, mas , habitualmente, é de 7 dias.

EFEITOS COLATERAIS MAIS COMUNS

  • Coceira: Dependendo da solução utilizada, é comum ocorrer coceira no trajeto do vaso. Normalmente, dura poucos minutos, porém, podem persistir por horas ou dias, casos nos quais é necessário procurar o médico que o atendeu.
  • Hematomas e equimoses: Consistem nas manchas avermelhadas ou arroxeadas na proximidade dos vasos  tratados, que duram de uma a quatro semanas. As meias elásticas podem reduzir a extensão da mancha. Devem evitar consumo de álcool ou anticoagulantes antes da sessão (p.ex. AAS).
  • Hiperpigmentação: Em quase todos os pacientes a veia se torna escura após a aplicação. Este efeito, porém, dura poucos dias,  período no qual a veia desaparece. Em alguns casos o escurecimento da veia pode persistis por até 12 meses, porém, desaparecem em mais de 90% das vezes.
  • Dor: Ocorre devido a punção da veia com agulha e devido a injeção de esclerosante. Entretanto, é um procedimento tolerável e, na maioria das vezes, com dor discreta.
  • Úlcera de pele: Ocorre em menos de 1% dos casos. A úlcera consiste numa lesão da pele  causada pelo esclerosante , formando um ferida e posteriormente uma cicatriz. A úlcera é uma complicação inestética e não é prevenível , pois pode ocorrer com a técnica correta de aplicação.
  • Reações alérgicas e anafilaxia: A incidência de reações é pouco comum e é maior em casos  de alergias previamente conhecidas. Varia desde coceira e urticaria até reações mais graves como choque anafilático.
  • Formação de novos vasos: Eventualmente pode ocorrer formação de pequenas veias ao redor da área tratada. Este fenômeno é mais comum em mulheres em uso de estrógeno.
  • Tromboflebite: Trata-se da inflamação  de da veia , causada pela presença de trombos em seu interior, causando dor e vermelhidão da pele. Tem incidência entre 1 a 3% dos caso.

O QUE PODE CAUSAR SE NÃO FOR FEITA A ESCLEROTERAPIA?
Por tratar-se  basicamente de um procedimento estético, a não realização não implica em agravos maiores a saúde.

EXISTEM OUTROS PROCEDIMENTOS PARA TRATAR VEIAS VARICOSAS?
Para tratamento da dor nas pernas devido a veias varicosas, a meia compressiva é eficaz na maioria dos casos. Embora muitos pacientes relatem melhora da dor após a escleroterapia, este não é nosso objetivo. A escleroterapia a laser é uma opção, mas mantêm os mesmos riscos  de complicações da convencional. Para veias maiores a solução é cirurgia com o cirurgião vascular.

APLICAÇÃO COM ESPUMA: COMO FUNCIONA?
Desde que começou a ser difundida nas mídias, a aplicação com espuma ficou famosa e muito procurada. Mas quando devemos utilizar a espuma ou a glicose?

A Glicose Hipertônica é utilizada com segurança na grande maioria dos pacientes. Ela é contra-indicada em pacientes diabéticos muito descompensados apenas, pois a quantidade utilizada por dia é muito pequena para causar algum desequilíbrio de glicose, mesmo em quem já tem tendência.

A Glicose hipertônica é usada em vasos muito finos, ou até naqueles mais verdes e grossos que você enxerga através da pele. Ela é mais segura que a espuma, não havendo risco de alergias. O risco de manchas com a espuma é bem maior que coma glicose, em vasos superficiais (os que enxergamos sem exames).

A espuma é utilizada com segurança em vasos muito profundos, aqueles que você não vê, como as safenas, no lugar de cirurgias. Hoje em dia, na maioria dos casos que seriam cirúrgicos, você pode fazer a escleroterapia com espuma, sem os riscos da cirurgia nem as dores da mesma. Na escleroterapia com espuma de safena, o paciente sai andando e não é impedido de realizar nenhuma atividade habitual.

Cabe ao profissional médico capacitado definir o melhor em cada caso.