Peeling químico

O peeling químico é uma esfoliação ou uma forma acelerada de renovação celular. São aplicados agentes cáusticos que destroem as camadas superficiais da pele, resultando em sua perda, seguida pela regeneração e formação de um tecido novo, de melhor aspecto.

O peeling segue uma série de rotinas que devem ser respeitadas para diminuição da possibilidade de efeitos colaterais, como o preparo da pele, a boa indicação, a técnica adequada e as orientações que devem ser rigorosamente seguidas após a aplicação.

A técnica varia de acordo com o agente a ser utilizado e a profundidade que se deseja. Em geral, o agente químico é aplicado com gaze ou dedo enluvado, após desengorduramento da pele. O tempo de ação depende do produto utilizado. Quando o peeling é superficial, são necessárias aplicações variadas e seriadas para o resultado desejado. A maioria dos agentes causa ardor de intensidade variável de acordo com a profundidade do peeling.

Existem vários tipos de peeling, pois existem muitos agentes: solução de Jessner, ácido glicólico, ácido retinóico, ácido salicílico, 5-fluoruracil, ácido mandélico, ácido lático, ácido pirúvico (esses são os mais comumente usados para peelings superficiais), ácido tricloroacético (usado para peelings médios em combinação com a solução de Jessner ou ácido glicólico), fenol (único agente que produz peeling profundo quando é feito sob oclusão). Existem também os peelings combinados, a maioria superficiais: Clean Plus, Algas, etc.

O cuidado fundamental do pós peeling é evitar o sol, usar hidratante e filtro solar (mínimo FPS 30 com boa proteção UVA, indicado em sua avaliação), higiene suave, não remover as escamas quando a pele começar a descamar, retornar para reavaliações, etc.

Os resultados permanentes dependem da indicação, do tipo de peeling e do tratamento instituído após o peeling para manutenção dos resultados. Em geral, os peelings superficiais e médios precisam ser repetidos.

Não há como realizar um peeling verdadeiro por conta própria, é um procedimento médico. Só os muito superficiais, com agentes não cáusticos, é que podem ser realizados por esteticistas e eventualmente em casa causam apenas uma descamação leve, com pouco resultado.

O peeling não tem restrição de idade. As restrições dizem mais respeito aos hábitos da pessoa (comportamento frente ao sol, por ex.), às expectativas, ao aspecto emocional, ao tipo de pele versus o tipo de peeling. Pessoas muito idosas, com pele muito envelhecida, por ex., não se beneficiam com a aplicação de peelings superficiais e muitas vezes têm contra indicação para peelings médios ou profundos, que são mais sujeitos a complicações.

Os efeitos indesejáveis podem ocorrer em qualquer procedimento. Nem sempre tudo sai como planejado, principalmente quando o paciente não segue corretamente as orientações que lhe foram recomendadas para o preparo da pele no pré-peeling e no pós-peeling. E mesmo quando o paciente segue todas as orientações ainda assim podem ocorrer complicações, pela individualidade pessoal de cada pele.

As complicações mais comuns dos peelings são: herpes simples, infecção secundária por bactérias ou fungos, que geralmente não causam maiores transtornos quando tratada adequadamente. Outra complicação é a cicatrização inadequada, geralmente decorrente de uma maior penetração do agente do peeling em locais mais sensíveis, ou quando o paciente, impaciente, puxa as casquinhas ou esfrega a pele para acelerar a descamação. Se o paciente se expõe ao sol também corre o risco da pele manchar.

Passo a passo do peeling

Preparo da pele (21 a 45 dias) com produtos domiciliares e uso do filtro solar

Aplicação do peeling em consultório

Hidratação intensa, uso rigoroso do filtro solar diariamente. Evitar exposição ao sol.

Reiniciar o uso do preparo no tempo indicado (geralmente após 7 dias do peeling, de acordo com orientações)

Reavaliação da necessidade de novo peeling